DIVALDO FRANCO




Divaldo Pereira Franco foi o último dos treze filhos do casal Francisco Pereira Franco e Ana Alves Franco, já falecidos. Nasceu em 05 de maio de 1927, na cidade de Feira de Santana-BA.

Estudou na Escola Normal Rural de Feira de Santana, onde recebeu o diploma de Professor Primário em 1943.

Mudou-se para Salvador-BA no ano de 1945, tendo concorrido ao IPASE-Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado, onde ingressou em 05 de dezembro de 1945, permanecendo como funcionário daquele Instituto até sua aposentadoria, na década de 70.

Certamente, pode ser considerado o maior tribuno espírita de sempre, o verdadeiro Paulo de Tarso dos tempos modernos. Já esteve em 46 países de quatro continentes (Américas, Europa, África e Ásia) divulgando o ideal espírita: aquele Consolador que Jesus nos prometera (João, XIV). Foi entrevistado e falou em mais de uma centena de emissoras de rádio e TV do Brasil, e também no Congresso Nacional. No exterior, falou em câmaras municipais e estaduais, em universidades (já esteve na Sorbonne, em Paris), em teatros, em "Lions Clubes", "Rotarys Clubes", etc.

É um médium de excelentes recursos medianímicos - psicofonia, vidência, clariaudiência, psicografia, etc. -, educados à luz da Doutrina codificada pelo sábio de Lion.

Ao comentarmos acerca de Divaldo, não podemos deixar de registrar o nome do venerando espírito Joanna de Ângelis, que vem tutelando a sua existência. Esse espírito, revelando profunda sabedoria, se manifestaria pela primeira vez durante a juventude de Divaldo, identificando-se apenas como "Espírito Amigo", não obstante as reiteradas insistências do médium em saber sobre sua verdadeira identidade. Somente muito mais tarde é que o até então "Espírito Amigo" se identificaria como sendo o espírito da Soror Joana Angélica de Jesus, abadessa do Convento da Lapa, em Salvador, assassinada no dia 20 de fevereiro de 1822 por soldados que lutavam contra a Independência do Brasil, quando defendia corajosamente a honra das suas jovens tuteladas. Tão longo anonimato teve como único e exclusivo objetivo preservar o médium e o grupo iniciante de possíveis perturbações e exaltações, que levam quase sempre os médiuns à obsessão, à fascinação, à mistificação, a envolverem-se em situações ridículas, enfim, à sua queda.

Fortalecido por uma fé racional inabalável, fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção, em 07 de setembro de 1947. A Instituição mantém dezenas de departamentos de apoio a jovens carentes e suas famílias, quando as têm. Dentre esses nobres departamentos, ressaltamos a Mansão do Caminho, fundada em 15 de agosto de 1952, que tem criado e apoiado, ao longo das décadas, milhares de crianças que são hoje homens e mulheres de bem, plenamente integrados na sociedade. Tal experiência tem sido admirada e acarinhada por diversos governantes ao longo do tempo e, ainda, servido de inspiração para outros projetos de amparo às crianças carentes, tanto públicos como privados.

Como grande médium psicógrafo, já tem publicados mais de uma centena de livros, cuja renda é revertida para os serviços de assistência da Mansão do Caminho e de outras instituições de solidariedade social. Só em português, já foram vendidos mais de quatro milhões de livros.

Além disso, já estão traduzidos 42 diferentes livros para os seguintes idiomas: espanhol, inglês, francês, polaco, alemão, checo, italiano, esperanto e também convertidos em braile.

Como dissemos, os direitos autorais são cedidos graciosamente para fins de solidariedade social, haja vista que os Espíritos nada cobram pelas suas obras. Tais obras têm também por objetivo divulgar o Espiritismo - o Cristianismo Redivivo - de forma idônea e sem qualquer intuito de proselitismo, porque o Espiritismo respeita todas as convicções sinceras, não lançando o anátema ou violentando a consciência dos que não pensam como nós, visto existirem tantas doutrinas filosóficas, religiosas e morais, consoante as necessidades evolutivas dos indivíduos e dos grupos.

São várias dezenas os autores espirituais de suas obras. Mas bastaria apenas uma delas para termos um roteiro seguro rumo à conquista do nosso equilíbrio íntimo e da nossa paz. Entre muitos dos diversos autores, podemos registrar os seguintes: Joanna de Ângelis, Manoel Philomeno de Miranda, Victor Hugo, Amélia Rodrigues, Vianna de Carvalho, Rabindranath Tagore, Marco Prisco, Otília Gonçalves e Bezerra de Menezes.

Divaldo Franco já foi homenageado por várias centenas de instituições públicas e privadas, tanto no Brasil como no exterior, pela sua obra em favor dos desfavorecidos e sofredores, e pela paz que tem trazido às consciências.